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Doença Tireoidiana na Gestação - 13/08/2008 13:03:04

Doença Tireoidiana na Gestação

Acredita-seque 2 a 5% das gestantes apresentam algum grau de deficiência de tiroxina (T4)e isto está associado a atraso de desenvolvimento da criança. Ainda, háevidências que sugerem uma maior incidência de aborto, pré-eclampsia e partosprematuros nestas gestantes. Assim, há uma controvérsia se uma triagem deva serrealizada em todas as gestantes ou somente naquelas com história prévia ou altorisco de doença tireoidiana.

          ANational Academy of Clinical Biochemistry(NACB) e a American Association forClinical Endocrinology (AACE) recomendam a triagem universal, isto é, em todasas gestantes, enquanto que a American College of Obstetricians and Gynecoloists(ACOG) e The Endocrine Society (ES)  recomendam triagem somente naquelas gestantes queapresentem risco de doença tireoidiana.

            Apesardestas discordâncias, algumas recomendações de cuidados na mulher gestante temsido de comum acordo. São elas:

1-  Diferençar TSH subnormal detectado na gestação se édecorrente de um processo fisiológico ou hiperemese gravídica, ou doença deGraves;

2-    Anticorpo anti receptor do TSH (TRAb) atravessam abarreira placentária e podem interferir na função tireoidiana fetal. Assim, oTRAb deve ser mensurado antes da gestação e no final do segundo trimestrenaquelas mulheres que possuem história de doença de Graves;

3-    Avaliar função tireoidiana em todas pacientes comhiperemese gravídica;

4-    Mulheres com presença de anticorpos antitireo-peroxidase (TPO) devem ser avaliadas, quanto a função tireoidiana, em 3e  meses após o parto;

5-    Gestantes com diabetes mellitus devem ter o TSH dosadosaos 3 e 6 meses após o parto;

6-    Mulheres com depressão pós-parto devem ter sua funçãotireoidiana avaliada.

 

Ao mesmo tempo em que se discute se todas gestantes ou somente aquelasde risco é que devem ser submetidas à pesquisa de doença tireoidiana, há umconsenso em relação aos valores de hormônios tireoidianos durante a gestação,assim como melhor avaliar a função tireoidiana nestas situações. A EndocrineSociety sugere o limite superior de TSH como 2,5mUI/L no primeiro trimestre e,3,0mUI/L nos trimestres seguintes. A mesma sociedade, reconhece a dificuldadeem utilizar os valores de T4 livre durante a gestação, em decorrência dasmudanças nos níveis de tireoglobulina e albumina.

Neste caso,tem sido sugerido a utilização de T4 total onde os valores de referêrenciaseriam de 5 a 12µg/dL no primeiro trimestre e 7,5 a 18 nos segundo e terceirostrimestres.

(Abalovich et al., 2007;Casey et al., 2005; Dashe et al., 2005)



Bibliografia

Abalovich,M., Amino,N., Barbour,L.A., Cobin,R.H., De Groot,L.J., Glinoer,D.,Mandel,S.J., and Stagnaro-Green,A. (2007). Management of thyroid dysfunctionduring pregnancy and postpartum: an Endocrine Society Clinical PracticeGuideline. J. Clin. Endocrinol. Metab 92,S1-47.

Casey,B.M., Dashe,J.S., Wells,C.E., McIntire,D.D., Byrd,W., Leveno,K.J.,and Cunningham,F.G. (2005). Subclinical hypothyroidism and pregnancy outcomes.Obstet. Gynecol. 105, 239-245.

Dashe,J.S.,Casey,B.M., Wells,C.E., McIntire,D.D., Byrd,E.W., Leveno,K.J., andCunningham,F.G. (2005). Thyroid-stimulating hormone in singleton and twinpregnancy: importance of gestational age-specific reference ranges. Obstet.Gynecol. 106, 753-757.


 
 
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